Como Identificar a Causa do Zumbido? E Como Tratá-lo?

Como Identificar a Causa do Zumbido? E Como Tratá-lo?

Você já sofreu com zumbido no ouvido? Pior ainda, isso acontece com frequência?

Um relatório de 2014 publicado na revista Frontiers in Neurology afirma: “O zumbido é um dos sintomas somáticos mais comuns que afetam a humanidade”. 1

A definição de zumbido é a percepção de ruído ou zumbido nos ouvidos, mas outros sons e sensações anormais também podem ser atribuídos ao problema. Alguns também descrevem essa condição como “ouvir sons nos ouvidos quando não há som externo”. Adultos mais velhos, homens, pessoas que fumam ou usam drogas e aqueles com histórico de infecções de ouvido ou doença cardiovascular têm maior risco de desenvolver o zumbido. A maioria dos especialistas acredita que esse não é um distúrbio em si, mas sim um sintoma de outro transtorno subjacente que afeta sensações auditivas e nervos perto das orelhas. 2

Para muitos, os sintomas do zumbido no ouvido vêm gradualmente e eventualmente desaparecem à medida que o cérebro e as orelhas se ajustam. No entanto, para outros o zumbido pode durar anos e causar várias complicações, inclusive ansiedade ou depressão.

Neste artigo, eu irei explicar as causas do zumbido no ouvido.

Causas de Zumbido No Ouvido

Especialistas acreditam que o zumbido no ouvido está associado com lesões neurais (cérebro e nervo) que afetam o caminho auditivo e, portanto, a capacidade de alguém ouvir sons. Na maioria das vezes, o zumbido é resultado de um distúrbio que afeta partes do ouvido externo, interno ou médio. 3

Foi observado em pessoas com zumbido que elas experimentam disparos anormais e aleatórios de neurônios sensoriais e auditivos.

Alguns fatores de risco vinculados ao zumbido incluem:

  • Histórico de distúrbios do ouvido ou infecções de ouvido;
  • Transtornos cardiovasculares que afetam o fluxo sanguíneo, as artérias e os nervos;
  • Dano no nervo;
  • Infecções respiratórias;
  • Uso de drogas ou consumo excessivo de álcool, que pode causar alterações neurológicas;
  • Ansiedade aguda, insônia ou depressão;
  • Exposição a grandes quantidades de “poluição sonora”;
  • Perda auditiva que está ligada ao envelhecimento (chamada presbiacusia).

Existem muitas condições e distúrbios diferentes que afetam os canais nervosos que levam às orelhas, o que pode fazer com que alguém ouça sons anormais em seus ouvidos. Estas condições geralmente causam outros sintomas ao mesmo tempo (como tontura, perda de audição, dores de cabeça, paralisia facial, náuseas e perda de equilíbrio), que os médicos usam como pistas para descobrir a causa subjacente do zumbido.

Algumas condições específicas que são conhecidas por causarem sintomas de zumbido incluem:

  • Obstruções do canal auditivo, infecções, lesões ou cirurgias;
  • Dano de orelha interna é o tipo mais comum de distúrbio que causa zumbido. Isso altera a maneira como os pêlos minúsculos dentro das orelhas se movem em relação à pressão das ondas sonoras, fazendo com que sinais elétricos falsos sejam enviados através dos nervos auditivos para o cérebro;
  • Tumores do nervo craniano que afetam partes do cérebro conectadas ao som e à audição;
  • Anemia;
  • Arteriosclerose ou hipertensão. O endurecimento das artérias ou pressão arterial elevada interrompe o fluxo sanguíneo normal e afeta os sinais nervosos que levam às orelhas;
  • Espondilose cervical. Um distúrbio degenerativo que comprime as artérias que levam ao pescoço e orelhas;
  • Doença de Meniere. Uma desordem rara e séria da orelha interna que se desenvolve depois que o líquido se acumula na orelha interna anormalmente, fazendo com que os níveis de pressão mudem dentro da orelha;
  • Sobredosagem em certos medicamentos prescritos, drogas recreativas ou álcool.

Fique Atento Aos Sintomas E Procure Orientação Médica.

Conversamos com o médico otorrinolaringologista Jamal Azzam, autor do livro “Ouvidos, nariz e garganta – cuidados e curiosidades”, sobre como é feita a detecção do zumbido, sintoma que aflige muita gente.

Segundo o especialista, o médico deve solicitar uma história clínica, detalhada e minuciosa do aparecimento do problema antes de sugerir qualquer tipo de tratamento para o paciente.

“O profissional precisa ter tempo suficiente para ouvir do paciente a descrição do surgimento do zumbido, sua evolução, o grau de intensidade, se é de um lado ou dos dois, se é “na cabeça” (como muitos definem), com o que é parecido (panela de pressão, apito, borboleta etc), se houve relação com trauma sonoro atual ou passado, se existe história de otites com secreção, se o paciente tem doenças associadas (diabetes, hipertensão, tireoide etc), se existem sintomas auditivos ou de tonturas, quais remédios toma (nomes, doses e tempo de uso), se existem sintomas neurológicos associados. Logicamente, também é preciso pesquisar o nível de estresse que o paciente vive, tentando entender o momento em que vive”, explica.

Além da otoscopia (um exame visual do canal auditivo externo que envolve também o tímpano e com o qual é possível detectar processos inflamatórios, infecciosos, presença de corpos estranhos, tampões de cerúmen, entre outros), recomenda-se realizar exames de nariz e garganta, testes de equilíbrio e neurológicos, audiometria (para definir se há perda de audição), e imitanciometria (para conseguir informações sobre a integridade funcional do tímpano e dos ossículos presentes na orelha média). “Mas, há a possibilidade do médico também solicitar outros exames, como o BERA, a eletrococleografia, exame otoneurológico, tomografia ou ressonância do ouvido ou encéfalo, acufenometria, exames de sangue, ultrasonografias, exames para as estruturas vasculares do pescoço, exames para coluna cervical e ATM, entre outros”, informa o especialista.

Infelizmente, mesmo com todos os exames e dedicação do médico, nem sempre o diagnóstico exato é atingido. Muitas vezes os ouvidos são normais e o problema pode estar em regiões do cérebro, ainda dificilmente evidenciadas por exames comuns. “O fundamental é tentar descobrir a causa exata do zumbido, pois assim o direcionamento do tratamento será mais certeiro.”

Por isso, não desista se achar que o seu caso está perdido. “Já ouvi milhares de pacientes que vêm à consulta e dizem que o outro médico disse que não há cura para o zumbido. Essa é uma afirmação infeliz, além de indelicada e incorreta”, garante. “É possível tratar o zumbido ou, ao menos, aliviar os sintomas!”

Se essa é a sua história, procure por ajuda especializada.

Tratamento Natural do Zumbido No Ouvido

A maioria dos casos de zumbido são difíceis de tratar na medicina convencional, deixando o paciente várias vezes a própria sorte de conseguir conviver com o problema para o resto da vida.

Porém, foi descoberto recentemente uma nova terapia que pode ser a grande solução do barulho irritante nos ouvidos. É a Terapia do Som, que com o auxilio de uma série de áudios específicos ensinam o cérebro a ignorar o zumbido e devolve a paz ao paciente.

Se você sofre de zumbido e quer se livrar desse mal clique aqui e saiba mais sobre esse revolucionário tratamento.

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