Depoimentos de Cura do Zumbido Nos Ouvidos

Depoimentos de Cura do Zumbido Nos Ouvidos

 

Índice

Desaparecimento do zumbido com dieta.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • Branca
  • 48 anos
  • Trabalha em Escritório de Contabilidade

 

“Os ouvidos são uma preciosidade. Com o tempo, comecei a sentir ‘zumbidos ecológicos’, pois ora são como grilos nos meus ouvidos, ora como água caindo em uma cascata. Fui orientado a procurar uma especialista no assunto. Marquei hora, compareci e após longa e paciente entrevista e alguns exames, ela me fez uma proposta: reduzir o café por um período de 7 dias, que eu costumava tomar o dia inteiro. Aceitei a proposta e houve melhora. Retornei ao consultório com os exames e ela me fez outra proposta: diminuir o açúcar e os doces por um período de 30 dias. Seguindo as orientações, consegui a cura do zumbido do ouvido esquerdo e uma redução acentuada do direito. Acredito que uma maior rigidez de minha parte, na redução do consumo de café e doces poderia me levar à cura total do ouvido direito”.

Desaparecimento do zumbido com medicamento, “esperança e fé”

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 50 anos
  • Branca
  • Dona de casa

 

“Esperança é querer que tudo dê certo; fé é ter a certeza de que tudo vai dar certo. Esperança é acordar num dia difícil com um brilho nos olhos; fé é ter uma luz interior, independente de dias fáceis ou difíceis. Há situações em que você está mais esperançoso ou menos, mas com a fé é diferente: ou você tem ou não tem. Não existe meia fé. Meu testemunho é sobre esses dois sentimentos.

Por 5 anos, convivi com um zumbido no ouvido direito me perturbando muito, dando a impressão de que aumentava quando aproximava a noite. No início, parecia que passaria com o tempo, mas não foi assim. Enquanto eu esperava o zumbido desaparecer, ele aumentava e, com o tempo, passou a fazer parte de mim.

Procurei diversos tratamentos, mas tudo o que eu ouvia era que não havia nada para fazer. Era comum amigos falarem que também conheciam alguém com essa doença, que estava cada vez mais presente. Doença? Que doença? Eu não sabia direito que doença era essa e conviver com a dúvida era o maior desafio. Muitas vezes me preocupava de poder ser algo mais sério e essa angústia começava a me fazer sofrer. Estar tanto tempo com um problema de saúde, muitas vezes nos desanima e parece que as pessoas que convivem com você até se acostumam com seu estado. Até você mesma passa a acreditar que vai ser sempre assim, que vai tudo ficar como está. Mas, lá no fundo, há uma voz interior que grita mais forte que o zumbido: ‘isso vai acabar! Você vai se curar!’ É essa chama interna que nos faz continuar o dia-a-dia com um sorriso no rosto e brilho nos olhos, continuar as tarefas diárias, atendendo às demandas de marido e de filhos com uma atitude esperançosa e positiva em relação à vida.

Foi então que, por intermédio de amigos, passei em consulta com uma médica, tão simpática, tão carismática. O que podia ser só uma consulta, não foi. Desde o começo sentia que havia algo de especial. Sem saber explicar o porquê, algo me dizia que daquela vez tudo seria diferente. Fiz os exames pedidos e a causa foi diagnosticada. Iniciei o tratamento com o medicamento por ela indicado. Durante esse período eu abri meu coração e coloquei todas as minhas forças naquele tratamento. Sempre com fé e esperança que tudo mudaria para melhor. Tinha certeza que a cura existia e essa expectativa vivia forte dentro de mim. Acreditava, tinha fé, esperança e tudo isso fazia a diferença. De um lado eu tinha uma médica muito competente e algo me dizia que ela também era uma pessoa de fé. Do outro lado, eu permiti que a chama da confiança e da fé fosse crescendo e iluminando cada vez mais a concretização da cura. Terminado o tratamento, comecei a sentir os primeiros sinais de melhora. Há muito não me sentia tão leve, parecia que faltava algo que fazia parte de mim. Veio a feliz constatação: o zumbido havia desaparecido!

Quero hoje celebrar a cura do zumbido, deixando que a vida continue a ter encontros como esse: da esperança com a fé, tornando a vida tão feliz quanto possível. Ao grande número de pessoas com zumbido, gostaria de dizer que o que mais importa no caminho da cura é a fé e a esperança. Só assim a cura existe.”

Desaparecimento do zumbido com medicamento e resgate da qualidade de vida.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 32 anos
  • Negra
  • Estudante e Empregada de Empresa Grande na Área de TI

 

“Em meados de 2003, eu estava na fase final da minha dissertação de mestrado. Tudo ocorria em meio a meu ritmo sempre intenso de trabalho e a uma reforma de quatro meses do novo apartamento. Apesar de estar realizando um sonho familiar, novas prestações somaram-se às usuais, imprevistos surgiam e, certamente, era preciso trabalhar mais para cumprir tudo a que havia me proposto. Assim, ampliei meu horário de trabalho, assumindo novas e diversas atividades. Era comum avançar até a madrugada para dar conta de tudo.

Estava tão envolvida nesse ciclo absurdo que não era capaz de perceber o mal que provocava em meu próprio organismo.

Mas, nosso corpo, sábio, parece pressentir o momento certo de lançar seu alerta. No meu caso, o primeiro sinal foi dado numa dessas noites silenciosas em que aguardava o sono chegar: um zumbido contínuo e irritante, como uma sinfonia de grilos. Logo levantei algumas hipóteses: seria água no ouvido? Exagero no uso do cotonete?

Estaria ouvindo música em alto volume? Descartadas as hipóteses iniciais e recebendo a “visita” do zumbido todas as noites, cheguei à conclusão de que precisava procurar um médico e, para minha surpresa, indicaram-me uma médica especializada em zumbido! Depois de uma longa conversa em que expus meu “drama”, ela solicitou uma série de exames para detectar a causa dessa manifestação e todos estavam normais.

No meu caso, isso queria dizer que tudo era resultado de estresse. Com orientação médica, tomei um relaxante natural e, gradativamente, aprendi a priorizar as tarefas. Completei meu mestrado, reorganizei meu horário de trabalho e resgatei momentos de lazer com a família, entendendo definitivamente que o descanso mental é imprescindível para viver com qualidade. O zumbido, vencido, pouco a pouco desapareceu.

Se, por acaso, numa dessas noites silenciosas ele resolver fazer uma nova “visita”, saberei que é hora de respirar fundo e desacelerar novamente”.

>>> Veja as 12 Principais causas de Acufeno

Desaparecimento do zumbido com medicamento

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 61 anos
  • Branca
  • Aposentada

 

“Há uns oito anos, tomei contato com o problema do zumbido. Minha mãe que já tinha uma perda de audição considerável, também estava apresentando o zumbido. Ela fez alguns tratamentos, não obteve resultados significativos porque seu problema com a audição já era crônico. Depois de novas consultas, ela começou a usar aparelho auditivo e fez também algumas tentativas com medicamentos para melhorar o zumbido. O desconforto maior com o barulho era sempre à noite. Com a leitura do livro “Quem disse que zumbido não tem cura?”, ela aprendeu a conviver com o problema.

Em dezembro de 2006, eu comecei a ter algumas alterações auditivas. Sentia um ruído no ouvido esquerdo como se fosse um barulho de pipoca estalando, isto me deixou um tanto nervosa e apreensiva.

O ruído aumentava quando o barulho exterior era mais forte como: secador de cabelo, descarga do vaso sanitário, som mais alto em determinados momentos de um filme, etc. Foi um período de várias consultas e tentativas com medicamentos para melhorar a perda auditiva. Depois de um ano, o zumbido desapareceu. Foi uma satisfação muito grande. Faz exatamente cinco meses que estou livre do zumbido.

Para mim foi como se tivesse recebido uma graça. Continuo atenta ao tratamento auditivo para não ter que usar aparelho, é uma luta constante, mas com orientação competente dos profissionais que nos orientam vamos vencendo a batalha.”

“Em dezembro de 2012 comecei a sentir algumas indisposições características de gripe ou resfriado: dor de garganta, tosse e um ligeiro incômodo no ouvido direito, sintoma não comum nos meus resfriados. A indisposição continuou por alguns dias e se agravou quando surgiu um zumbido irritante e inconveniente, parecido com o chiado de uma panela de pressão.
Como o zumbido persistia, após uns 20 dias procurei auxílio médico. Fui medicada e, após mais 20 dias de tratamento, o zumbido foi diminuindo até desaparecer completamente.

Para mim foi uma alegria, pois as pessoas do meu relacionamento que padeciam do mesmo problema me desanimaram dizendo: “isso não tem cura, você vai acabar se acostumando…”

No momento, apenas dois meses após, contraí nova gripe e o zumbido não voltou. Espero que não volte nunca mais! Estou muito feliz, principalmente porque aos 70 anos as doenças e os incômodos costumam ser persistentes!”

Desaparecimento do zumbido com orientação

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Homem
  • 57 anos
  • Branco
  • Aposentado

 

“Surgiu um som constante de ar escapando, não tão alto, porém atrapalhando em todas as atividades durante o dia.

À noite, com o silêncio, era um tormento. Mesmo sem querer, concentrava a atenção no zumbido. Uma noite mal dormida repercutia, transmitia seus efeitos: certa intolerância, falta de concentração e mudança de humor.

Instalara-se então um círculo vicioso. Procurei ajuda de uma médica e, ao responder suas perguntas, fui levada a uma reflexão e, com suas explicações, a uma conscientização do meu problema. Embora envolvida por muitas possibilidades de causas, fiquei tranquila por sentir que após avaliação minuciosa, ela tentaria instituir um tratamento bem direcionado para cada causa.

No meu caso, constatamos que as possíveis causas eram a perda auditiva natural da idade, o aumento de açúcar e situações emocionais.

A médica foi importante em minha vida porque após os exames, tirou a ansiedade provocada pela falta de perspectiva de cura, graças aos seus esclarecimentos na medida das minhas necessidades e pelos tratamentos que me orientou. Acredito também ter sido muito importante a atitude que tomei diante do problema.

Segui seus tratamentos e, além das atividades normais, executei trabalhos manuais de que já gostava, porém cada vez mais minuciosos ou mais difíceis, sempre procurando neles maior concentração, amenizando a atenção ao zumbido. Pintei panos de pratos, quadros pequenos com vasos de flores de muitas e pequenas pétalas. Com linhas cada vez mais finas e receitas também gradativamente mais difíceis, fiz várias peças de crochê.

No início, à noite, contando com a colaboração do meu marido, conseguia dormir com a televisão ligada com um som baixo. Com o tempo, a aproximação da noite já não causava medo. O zumbido sumiu e a vida voltou ao normal. Quero concluir afirmando que qualquer que seja a causa, o paciente, contando com orientação de um profissional competente e assumindo atitudes em busca da cura, atingirá seu objetivo”.

Desaparecimento do zumbido com a prática da espiritualidade .

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 42 anos
  • Asiática
  • Trabalha com Tecnologia e Informática

 

O meu zumbido me pegou totalmente desprevenida. Um dia, às 3h da manhã acordei com um barulho insuportável dentro da cabeça. Fiquei apavorada. Tanto que no mesmo dia às 9h da manhã já estava ligando pra marcar uma consulta com a otorrino.

Era um barulho muito alto e ininterrupto. Minha primiera consulta foi muito marcante, lembro que chorei muito porque ao conversar com a médica tive a mesma resposta do que havia encontrado na internet durante todas as horas seguintes ao meu despertar com este zumbido; que nem sempre tem cura e que as causas são muitas.

Eu lembro que estava vivendo um período extremamente estressante por conta de problemas domésticos que pareciam não ter fim, e de alguma forma sinto que o zumbido foi uma reação do meu organismo a tanto aborrecimento. Lembro que a 1a coisa que passou na minha cabeça foi que ele tinha sido ocasionado por esse estresse, mas e aí? o que fazer? Fui orientada pela médica a tomar um remédio e nas 48h seguintes ele reduziu bastante, o que já foi um grande alívio pra mim. Achei que estava tudo indo bem, alguns dias depois quase não o notava, porém 30 dias depois ele voltou com tudo e bem mais alto. E os problemas continuavam e eu cada vez mais nervosa…

Gostaria de comentar que eu nasci em uma família espírita e acredito profundamente que os problemas espirituais exercem uma grande influência sobre o nosso corpo, e que o corpo acaba padecendo quando há uma desarmonia interna. Era um período que eu realmente estava bem desequilibrada emocionalmente, muito nervosa, irritada, sem paciência e com certeza meu organismo só estava reagindo. Por conta de tudo isto, procurei um tratamento espiritual, pois os remédios convencionais que tomei naprimeira ocorrência não estavam funcionando mais. Foi um tratamento de 30 dias com medicação espiritual. No final deste tratamento o Z foi diminuindo gradativamente até cessar. Desapareceu por completo. Ao mesmo tempo, procurei ir com mais frequência ao centro espírita, pois por conta da correria da vida eu estava indo cada vez mais esporadicamente. Inclusive me inscrevi em um curso de desenvolvimento de mediunidade pois sentia que no fundo o principal era conseguir me equilibrar espiritualmente. Hoje estou dando continuidade a este curso, estou muito feliz, e me sinto emocionalmente bem mais fortalecida.

Posso afirmar que mesmo desenganada por muitos depoimentos e pela clínica médica, sei que somos capazes de tudo, pois o pensamento é força, e eu desde o início tinha lá no fundo a certeza de que isto era apenas um pesadelo e que ia passar, que só cabia a mim enxergar aonde eu poderia contribuir para este desfecho. Mas acima de tudo sou profundamente grata a Deus, pois é Nele que tenho fortalecida a minha fé. Agradeço todos os dias por saber que esta experiência serviu pra eu encontrar o meu caminho dentro daquilo que acredito ser necessário para o meu crescimento e aperfeiçoamento espiritual. Cada um vai entender o porquê desta sua experiência com o zumbido um dia, nada é por acaso, mas tenham certeza que tem cura! Gostaria que a minha experiência pudesse levar um pouco de esperança para aqueles que ainda não conseguiram a sua cura, e dizer que independente de religião ou crenças você é o melhor instrumento para harmonizar o seu íntimo. Suas atitudes e pensamentos têm força. Lembre sempre disso, pensamento positivo! Ah, meus problemas não acabaram, porém a minha forma de lidar com eles é que está diferente…

Melhora com medicamento.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 50 anos
  • Branca
  • Trabalha em comércio local

 

“Há mais de dois anos sinto um latejamento nos dois ouvidos, ora alternadamente, ora simultaneamente. Tentei tratamento anterior e me submeti a angio-ressonância magnética do crânio e ultrassonografia com doppler das carótidas e vertebrais. Há aproximadamente seis meses consultei pela primeira vez Dra. Tanit Sanchez que me orientou a tomar um medicamento após o desjejum e comecei a sentir melhoras. O zumbido era mais forte à noite, quando deitava para dormir. Fui melhorando progressivamente sempre com o acompanhamento da Dra. Tanit nos últimos três meses. Rezei muito também recorrendo à minha padroeira, Santa Terezinha do Menino Jesus que sempre me manteve com esperanças de cura. A partir do mês de maio do corrente ano o zumbido praticamente desapareceu, primeiro no ouvido direito e mais recentemente quase sumiu do ouvido esquerdo, o que tem permitido um sono normal que eu não tinha antes. Hoje sinto-me bem, acreditando que ficarei completamente livre desse problema. Por esse motivo dou esse depoimento com muito prazer porque já estava sem esperanças de cura após várias tentativas de medicação, ginástica, etc.”

“Há 2,5 anos, depois de passar por um stress muito grande por problemas em família, instalou-se um zumbido muito forte nos dois ouvidos. Em principio até achei que fosse passageiro; mas o zumbido continuava tão forte que eu tinha a impressão que as outras pessoas estavam ouvindo. Cheguei a pensar que ficaria louco, pois alterou totalmente a minha qualidade de vida, relacionamento social, dificuldade de concentração no trabalho e para dormir. Procurei um médico Otorrino que após vários exames me disse que teria que aprender a conviver com ele, pois isso não tem cura. Foi a maior decepção: não me imaginava convivendo com aquele barulho infernal nos dois ouvidos; era impossível.

E, para piorar, nas conversas com outras pessoas com o mesmo problema só ouvia o reforço de que esse mal não tem mesmo cura. Foram dois anos de sofrimento, mas inconformado com isso, pesquisei na internet e encontrei sites que me deram um novo alento. Comecei um tratamento com uma profissional indicada e, embora o tratamento esteja no começo (30 dias), já posso dizer que saí do inferno onde vivia e já estou caminhando para a porta do céu. Por isso acho que todas as pessoas que sofrem com o zumbido nunca devem acreditar naqueles que dizem que o mesmo não tem cura, e procurar sempre profissionais que acreditam que há um tratamento que pode melhorar muito a sua qualidade de vida.”

Melhora com dieta.

 

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Homem
  • 32 anos
  • Branco
  • Trabalha na Industria Operando Máquina

 

 

“Começou em Julho/2007. Quando chegava em casa à noite e deitava na cama para ver TV, depois de ter jantado e tomado banho, vinha aquele barulho no ouvido direito. Eu não conseguia identificar bem com o que ele se parecia, mas, da mesma maneira que vinha, ia embora. Não incomodava, era apenas diferente.

Deduzi que talvez fosse alguma inflamação, já que havia estado gripada antes, e deixei para lá. Com o passar dos meses, o barulho estranho, que só aparecia de noite, começou a se manifestar aos poucos durante o dia, até chegar a ocasiões em que eu passava o dia inteiro com aquele incômodo. Comecei a ficar irritada com o ruído.

Minha maratona de ida a médicos começou em Setembro/2007, com uma otorrino. Exames de praxe: tomografia e audiometria não mostraram nada. A essa altura, eu já identificava meu barulho (ainda não havia sido apresentada ao nome “zumbido”) como ‘meu coração bate no ouvido’. Passei por diversos médicos e realizei vários exames (ressonância magnética, angio-ressonância, ultrassonografia com Doppler), mas mais uma vez, os exames não mostraram nada. A essa altura, minha qualidade de vida estava muito prejudicada. Passei a comer desenfreadamente por causa da ansiedade, vivia de mau humor, e muitas vezes a única vontade que tinha era de arranjar algum modo de pressionar o pescoço pra fazer aquela coisa parar de “cantar” na minha cabeça. O que ainda me fazia rir eram as brincadeiras dos amigos, dizendo que o barulho era “das vozes na minha cabeça”.

De volta a um consultório médico, finalmente fui diagnosticada com algo, uma “Carótida Aberrante” e encaminhada para um cardiologista. Com o acompanhamento do cardiologista, fiz ecocardiogramas e experimentei 5 tipos diferentes de medicamentos. Alguns não faziam efeito, um acabou com o barulho, mas me deixava com dor de cabeça 24 horas. Outro me deixou lenta e atrapalhou o rendimento no trabalho. Não estava dando certo.

Quando esgotamos todas as tentativas, meu cardiologista falou com colegas e conseguiu o contato da última médica da minha maratona. Tive que viajar para São Paulo e fui muito bem atendida pela otorrino. Após examinar a pilha de papéis e imagens que eu levava comigo, ela me indicou cortar o açúcar radicalmente por pelo menos um mês. Segundo ela, nossos ouvidos são órgãos que consomem muita energia e o excesso de açúcar é responsável por muitos casos de zumbido que ela atende. Se eu melhorasse com isso, estaríamos no rumo certo.

Saí da consulta bastante animada, já que se pra melhorar era só fechar a boca, eu ia tirar de letra. Deixei meus exames com ela, que mostrou a arteriografia a um colega especialista que informou que minha carótida não era aberrante, e que a leve tortuosidade não seria causadora de um zumbido tão potente.

Consciente de que não havia uma causa definida para meu zumbido, fiz o que podia fazer. Em sete meses emagreci vinte quilos, deixei de tomar os betabloqueadores e procuro não me estressar mais com coisas sem importância. Hoje me sinto bem, e acredito que boa parte da minha melhora, além da perda de peso, foi o fato de saber com o que estou lidando, de já ter me acostumado com o zumbido. Ele ainda existe, mas em um nível suportável. Em alguns dias nem chega a se manifestar.

A mensagem que posso deixar para as pessoas que estão passando pela mesma coisa é que não desanimem. Procurem médicos, façam exames, achem alternativas de tratamento. E se, assim como eu, não conseguirem um diagnóstico final, melhorar e viver com o zumbido leve é possível.”

Melhora com um cálice de vinho tinto.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Homem
  • 47 anos
  • Negro
  • Médico

 

“Sou médico e portador de zumbido há muitos anos. São chiados terríveis que incomodam muito. Já fiz vários exames e tomei vários medicamentos sem chegar a uma melhora. De uns meses para cá tenho observado que quando tomo um cálice de vinho tinto suave, este zumbido desaparece misteriosamente por várias horas, o que não acontecia há muitos anos. Tenho me sentido muito bem e gostaria de compartilhar esta observação, talvez para pesquisa e ajuda para quem sofre deste mal”.

Melhora com prótese auditiva.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 40 anos
  • Negra
  • Publicitária

 

“Há aproximadamente 15 anos, quando cursava a universidade, tive minha primeira crise de labirintite, com muita tontura, náuseas e zumbido no ouvido.

Fui a vários médicos, fiz muitos exames e descobri que tinha uma perda auditiva importante nos dois ouvidos. Até aquele momento, não sabia que tinha esta limitação.

Minha família, descendente de italianos, falava alto, gesticulava bastante e eu não tinha problemas de entendê-los. Sempre fui considerada uma garota tímida, concentrada nas atividades, atenciosa. Era o tipo de estudante que senta nas primeiras fileiras para não perder nada que o professor dizia.

Mal sabia que já era a perda auditiva que me obrigava a ser mais atenta aos estímulos externos. Vivia muito bem no “meu mundo” pouco barulhento. Quando comecei com os problemas de labirinto, junto veio um zumbido que me importunava até para dormir e vieram também as tonturas que me deixavam inseguro para sair às ruas e dirigir o carro. Continuei procurando ajuda médica, tomei remédios para ansiedade e para as tonturas, mas sentia que a melhora era pequena e minha audição flutuava, com períodos de melhora e outros de piora.

O que mais incomodava era não entender o que as pessoas me falavam, precisava estar de frente para elas, às vezes ler nos lábios para entender melhor o que elas diziam.

Profissionalmente, achava também que estava me atrapalhando muito o fato de parecer até desinteressada dos que as pessoas me diziam. No fundo, eu não queria assumir aquela deficiência e me esforçava cada vez mais para prestar atenção a tudo e a todos. No final de cada dia estava exausta, o zumbido nestas horas de estresse ficava pior e eu me sentia muito mal, achando que meu fim era mesmo ficar em casa com meus livros e aceitar a surdez como uma doença incurável.

Mas eu não desisti, procurei a medicina alternativa, ajuda espiritual, psicológica e decidi que queria saber o que estavam fazendo as pessoas que como eu tinham esta limitação. Marquei uma consulta com a Dra. Tanit e ela me estimulou muito a fazer o teste com a prótese auditiva para os dois ouvidos.

Lembro que falei para a fonoaudióloga que eu tinha vergonha de usar aparelho, pois as pessoas iriam perceber a minha deficiência; ela respondeu que entendia minha posição, mas que as pessoas percebiam isto de qualquer jeito, afinal eu não as ouvia mesmo! Neste momento, a “ficha caiu” perfeitamente para mim e eu decidi me aceitar e usar o que a medicina tem de melhor para me ajudar a viver bem, com mais qualidade, sem me importar com o que os outros pensam de mim. Afinal, quem não tem limitações?

Hoje estou me sentindo muito feliz em poder oferecer este depoimento à vocês que podem estar passando por momentos iguais aos que eu passei.

Uma das maiores alegrias que vivi logo que coloquei os aparelhos foi ouvir alguém falando comigo “pelas costas”, claro, no bom sentido!”

“Para mim, é uma honra e uma alegria escrever este depoimento sobre o meu zumbido. Há quase 4 anos, fui submetida a uma cirurgia de estapedectomia (troca de um ossinho do ouvido), que me deixou com uma perda de audição importante, tontura e um chiado no ouvido esquerdo semelhante a uma panela de pressão. Fiquei absolutamente desesperada, quase enlouquecida, e cheguei a pensar em desistir de tudo. Se o zumbido ficasse no meu braço direito, pensaria em amputá-lo. Se pudesse atribuir uma nota de zero a dez ao meu incômodo, daria nota doze…

Culpava-me pela escolha do médico que me operou e joguei esta revolta contra mim, entrando numa depressão profunda. Pude resistir, graças à ajuda de meu marido, amigos e de um antidepressivo receitado por psiquiatra. Apesar disso, passei um ano e meio praticamente deitada no sofá da sala, lendo jornais…

Não tinha ânimo para nada, nem para conversar. Engordei quase 20 Kg neste período. Muitas pessoas me irritavam, porque não tinham boa dicção ou falavam baixo demais. Além do mais, eu achava que o zumbido atrapalhava a audição de meu ouvido bom.

Aos poucos, comecei a sair “do fundo do poço” porque procurei e aceitei ajuda. No início, minha única atividade era arrastar-me para assistir às reuniões de um grupo de apoio. Nelas, aprendi muito sobre meu problema e recebi, daquela equipe maravilhosa, a solidariedade que eu necessitava.

Compreender o que acontecia fisicamente e emocionalmente comigo me ajudou muito. Frequentei as reuniões por quase 2 anos. Foi graças a um “puxão de orelhas” que me dei conta do fato de que a perda de audição era importante e me incomodava tanto quanto o zumbido, portanto também deveria ser tratada.

Até então, eu tinha resistência para usar aparelho de audição, mas superei o bloqueio e fiz um período de adaptação com um aparelho apropriado para mim. Atualmente, estou bem melhor. Estou usando diariamente o aparelho de audição. Com ele, sinto-me mais segura e respeitada pelas pessoas, que, ao vê-lo, lembram de minha deficiência auditiva, que é silenciosa e invisível. Não tenho mais labirintite e o zumbido não me incomoda mais. Hoje a nota para o incômodo que ele me causa seria três.

Mas minha melhora se deve também a vários outros fatores. A aceitação do meu problema e a determinação de superá-lo são os principais. O que mais fiz? Procurei um instituto de emagrecimento e eliminei 17 kg.

Voltei a freqüentar a ACM e a trabalhar fora. Tomo um medicamento que também diminui o zumbido e continuo com o antidepressivo em dose bem menor. Procuro manter uma atitude mental positiva. Vencendo o estresse, minimizei o transtorno decorrente da perda auditiva e do zumbido. Compreendo e deixo passar, sem me irritar, quando as pessoas esquecem de falar mais alto e mais claro comigo. Costumo perguntar de novo o que foi falado, pois decidi não mais fingir ter compreendido algo, por vergonha. Não tenho motivo nenhum para senti-la.

Finalizando, uma atitude que tem dado certo, é a de afastar imediatamente, “na marra” mesmo, qualquer pensamento de vitimização, como o daquela hiena do desenho animado antigo, que vivia se lamuriando: “Oh, Deus! Oh, vida! Oh, azar…”
Espero que o relato de minhas experiências possa ajudar outras pessoas.”

Melhora com Reike (recebido pela internet).

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 32 anos
  • Branca
  • Trabalha numa Camisaria

 

“Estou fazendo Reike, é uma terapia alternativa de energização através das mãos. Comecei porque estou grávida de 3 meses e não posso usar medicamentos para tratar meu zumbido. Já estou na terceira semana de Reike e tenho sentido uma melhora muito grande no volume dos zumbidos, pois já tem horas que tiro o aparelho auditivo e quase não escuto mais eles.”

São chiados terríveis que incomodam muito. Já fiz vários exames e tomei vários medicamentos sem chegar a uma melhora. De uns meses para cá tenho observado que quando tomo um cálice de vinho tinto suave, este zumbido desaparece misteriosamente por várias horas, o que não acontecia há muitos anos. Tenho me sentido muito bem e gostaria de compartilhar esta observação, talvez para pesquisa e ajuda para quem sofre deste mal”.

Melhora com orientação.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 34 anos
  • Asiática
  • Empresária

 

“No carnaval de 2003, me dei conta que eu ouvia um barulho que ninguém mais ouvia. Quando tudo ao meu redor ficava silencioso, de dia ou à noite, eu ouvia um “apitinho” no meu ouvido direito. Fui a um otorrinolaringologista, muito bem recomendado, que me pediu um monte de exames e, depois de ver que nada foi diagnosticado, informou que eu era um mistério da ciência. Eu me senti uma alienígena! Como assim, um mistério da ciência?

Eu, uma pessoa normal, de boa saúde física e mental, como poderia ter algo incurável? Quanto mais preocupada eu ficava, mais alto eu ouvia o barulho na consulta.

Foi então que o médico me deu um remédio de tarja preta, o que me deixou apavorada. Eu demorei para ter coragem de tomá-lo e por isso fiquei vivendo entre dois limites muito ruins: o medo de ficar dependente do remédio e o de continuar suportando o barulho. Foram tempos difíceis. Enfim, comecei a tomar o remédio, o barulho diminuiu um pouco, mas eu não estava tranquila.

Fui então ao segundo médico, que reviu todos os exames e o medicamento que eu tomava e disse que o médico anterior procedera corretamente; que nada além daquilo poderia ser feito, que o zumbido é de causa desconhecida, uma disfunção do sistema límbico, sugerindo que poderia me confortar de entender um pouco sobre o assunto.

Descobri então o mundo da internet, que mais parece um purgatório. Os depoimentos, fóruns de discussão, o número de pessoas desesperadas e de informações desencontradas e absurdas era impressionante. Neste momento, o barulho era muito alto, desconcertante. Eu ouvia o dia todo e à noite era difícil dormir porque o barulho irritava, angustiava…

A sensação de não ter controle nenhum sobre o assunto, do barulho ter piorado e de não saber o limite disso, de imaginar a minha vida toda com esse barulho, da dependência do remédio, de como seria se quando eu quisesse engravidar, imaginava que eu não seria capaz de viver assim. Cheguei ao absurdo de pensar que era melhor ser surda!!!

A minha instabilidade em relação a este assunto era tão grande que eu chorava a qualquer momento. Chorava de desespero, de medo de tudo: de ficar maluca (como meu padrasto que sofria há anos por causa de um barulho também, que o deixou mais doente e maluco do que sempre foi…), medo de que isso destruísse o meu casamento, minha vida profissional (pois eu já não era mais a pessoa que eu sempre fui), enfim, disso tudo me destruir.

Eu, que sempre fui uma pessoa tão feliz, que já havia passado por problemas, como qualquer um e, claro sobrevivi a todos eles. Será que não conseguiria sobreviver a isso também?

Como o remédio não surtia o efeito desejado, parti para caminhos alternativos. Comecei a acupuntura e a terapia, que me ajudaram muito, cada uma de sua forma. Ao mesmo tempo, procurei uma terceira otorrino, uma das poucas indicações saudáveis que eu encontrei na internet, e que foi também indicação de um amigo meu.

Embora ela não tenha me dado garantia nenhuma de que o barulho iria embora, me mostrou uma outra forma de encarar o assunto. Constatamos que o que realmente me atrapalhava naquele momento era a dificuldade de dormir, que nunca aconteceu na minha vida.

Assim, eu continuei tomando o remédio para dormir, fiz uma dieta experimental de suspensão de açúcar e comecei a tratar o assunto de uma forma diferente, com mais serenidade, não como se fosse o fim do mundo. Finalmente me convenci de que eu não ficaria maluca por causa do barulho que me atrapalhava – não por causa disso!

Então tudo começou a mudar. Desde então (há mais de um ano) o barulho não me incomoda mais. Sob orientação, finalmente consegui parar o remédio para dormir. O barulho foi diminuindo cada vez mais e mais… e finalmente chegou a se tornar imperceptível, de eu ter que prestar muita atenção para ouvi-lo. E muitas vezes eu não o encontrei! Às vezes ele ainda volta um pouco, mas já faz um bom tempo ele não é mais um problema para mim.

Pode ser que o zumbido não tenha um tratamento do tipo que se toma um comprimido e pronto, mas com certeza tem tratamento. No meu caso, o tratamento consistiu em mudar absolutamente a forma de encarar a questão: acreditar que não é uma doença, que os maus exemplos não são parâmetro, pois não necessariamente eu teria o mesmo destino que eles, não encarar o barulho como se fosse um terremoto, mas sim, ouvi-lo e deixá-lo passar sem prendê-lo na minha atenção… Essa foi “a” diferença.

Hoje em dia, quando eu ouço o barulho, ele é como uma música que toca no rádio: eu ouço, mas passa muito longe, tanto que chega a sumir. Pensando no que eu estou escrevendo agora e lembrando de tudo que eu passei por causa do zumbido, é inacreditável que num espaço de tempo relativamente pequeno, tudo tenha mudando tanto. Mas mudou e tudo realmente aconteceu. Fico feliz por ter tido a sorte de ter encontrado boas pessoas que me ajudaram tanto, por eu ter tido disposição para mudar a forma de ver as coisas e mais feliz ainda pelo resultado dessas ações. O barulho não me incomoda mais (é meu ex-problema) e agora que eu já sei o caminho, não permitirei que ele venha a me incomodar nunca mais”.

“Quero agradecer pelas palestras que assisti com a senhora durante três anos. Muito me valeu, aprendi bastante a entender o zumbido e tolerá-lo. Melhorei 100%. Aquele desespero do começo acabou e não tomo mais remédio para dormir. Como a senhora disse, não é uma doença. Às vezes ele passa despercebido durante dias e quando fica forte, eu ignoro. Muito obrigada, eu agradeço por tudo que aprendi. Deus a conserve sempre assim.”

“Foi no verão de 1999 que apareceu um barulho em meu ouvido direito. Imaginei que fosse alguma coisa passageira e não dei a menor importância. Os dias se passaram e o barulho continuava. Afinal me dei conta que precisava procurar um médico otorrino. Após uma série interminável de exames, um deles me fez ‘tremer na base’: havia um tumor cerebral? Não, não havia! Tomei muitos medicamentos sem nenhum resultado.

No meu caso, a origem do zumbido foi ter vivido toda a minha vida profissional ao lado de serras circulares, bate-estacas e todo tipo de ferramentas que produziam muito barulho. Mas eu era muito jovem e não ligava para isso. Hoje estou amargando as consequências, pois não há um remédio que vai me livrar desse mal.

Mas eu não me desespero mais. Nas palestras educativas existem alguns anjos da guarda que estão atentos para isso. Na reunião de dezembro de 2004, ouvimos os depoimentos de três pessoas que se curaram. Um deles me marcou muito e poderá ajudar vocês que leem minhas palavras agora: era um jovem por volta de trinta anos, músico profissional que “sofria” do mesmo mal. Com o dom da palavra, contou-nos que a vida, como sabemos, é cheia de infortúnios e que existem males muito mais graves do que um simples “zumbido” no ouvido. Por isso, ele havia resolvido que não mais se importaria com essa encrenca. Passou a tocar sua vida de músico, com alguns cuidados, e colocou o problema de lado.

Se você achar essa solução simplista, saiba que o exemplo do músico me foi de grande valia e, a partir deste dia, foi o que eu também decidi fazer e faço até hoje. Apesar de saber que as pessoas com zumbido se incomodam mais no silêncio e, portanto, devem evitá-lo, eu amo o silêncio e, nas noites muito quietas aqui em casa, o meu principal divertimento é a leitura silenciosa. “E o zumbido?” perguntará você. Como o jovem músico, deixei-o de lado e não presto mais atenção a ele. Se o jovem músico conseguiu, por que eu e você não podemos conseguir?”

Melhora com orientação e terapia sonora.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Homem
  • 22 anos
  • Branco
  • Universitário

 

“Aceitei o desafio de relatar minha experiência para ajudar outras pessoas, pois acredito que só um portador de zumbido pode definir a real sensação de tê-lo 24 horas presente no seu dia-a-dia e a maneira pela qual se adequou à situação.

Lembro-me de que uma das primeiras consultas que eu fiz, escutei de um profissional que não existia medicação para o zumbido e que eu teria que conviver com ele. Foi um choque e meu estado depressivo só piorou, até entrando em pânico por duas vezes. Não sei ao certo o agente causador do meu zumbido, pois vários fatos ocorreram simultaneamente, desencadeando esse desconforto.

Recordo que passava por uma época com graves problemas de saúde de minha esposa, que quase foi a óbito, e a aquisição de um imóvel comercial próprio e consequente reforma culminaram com uma depressão moderada associada ao zumbido.

Até hoje, não consigo definir se o zumbido foi causado pela depressão ou se o zumbido que me fez entrar em depressão, mas aprendi que o mais importante é definir melhor o problema e conhecer os meios de tratá-lo. Hoje ainda me encontro com zumbido, mas sinceramente já faz parte de mim.

Dificilmente fico estressado e, quando ocorre, procuro equiparar meu problema com outros maiores, como deficiência física ou visual e, de certa forma, amenizo minha angústia. Outro fator muito importante na minha melhora foi a maneira pela qual a médica me esclareceu o funcionamento do ouvido, do zumbido, dos medicamentos que utilizei, até citando os fundamentos fisiológicos: isto me fez acreditar ainda mais na eficiência do tratamento e conseqüentemente na minha recuperação.

Outra maneira que encontrei para amenizar o zumbido é sempre ter presente um som ambiental baixo. Espero ter sido útil e que todos os que lerem o livro “Quem Disse que Zumbido Não Tem Cura?” encontrem uma maneira semelhante ou a sua própria maneira de melhorarem do zumbido, contemplarem a vida e o maior patrimônio que Deus nos deu: as nossas famílias”.

Melhora com orientação “e fé”.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Homem
  • 36 anos
  • Branco
  • Ferramenteiro

 

“Exatamente no dia 18 de setembro de 2004, no silêncio da noite, começou um zumbido no ouvido esquerdo, depois de um forte e estúpido assoar brusco e forçado do nariz por duas vezes consecutivas. Aquele zumbido era tão alto que parecia estar dentro do meu cérebro. Era como um silvo alto, contínuo e perturbador, desagradável e interminável, que me impediu de dormir por quase um mês. Muitas noites foram péssimas, conseguia apenas uns pequenos cochilos.

Eu andava de um lado para o outro no quarto, na sala ou no quintal, sem saber o que estava acontecendo comigo. Foram dias de pavor e de muitos pensamentos negativos. Na hora de dormir, eu já ficava apreensiva.

Um dos otorrinos que procurei me disse que se não melhorasse em três meses, não passaria mais. Naquele momento, foi como se o chão sumisse dos meus pés. Saí do consultório muito abalada, chorei e me desesperei. Foi um diagnóstico “sentença”. Ele me pediu para evitar o estresse, mas o único estresse que realmente estava me afetando era o zumbido! Em casa estava tudo bem, no trabalho igualmente, financeiramente tudo bem, enfim, tudo mais estava ok.

Fiquei com muito medo de perder a audição e pensei que ia enlouquecer de tão forte que era o zumbido. Fiquei muito impressionada, a tristeza tomou conta de mim, eu não saía para lugar nenhum. Fiquei muito deprimida e isolada. De tão pensativa e preocupada, perdi o apetite e a vontade de comer pela primeira vez na minha vida. Eu estava com medo de viver e com muita incerteza quanto ao meu futuro com relação ao trabalho, saúde e convivência social.

Lembro que, para não faltar ao trabalho, fui fazer um exame em pleno dia 31 de dezembro de 2004, de tão desesperada que eu estava para não perder tempo e a “doença” se tornar irreversível por causa da demora. Muitas vezes no trabalho eu me surpreendia distraída, fazendo coisas erradas por falta de atenção, pois o meu pensamento era todo no zumbido. Foi o momento mais difícil que já enfrentei na minha vida até agora. Não desejo isso pra ninguém.

Deixei de ir à missa que eu ia todos os sábados; quando ia na casa de alguém, ficava me segurando para engolir o choro e não deixar transparecer a minha tristeza. Estava decepcionada comigo mesma, me sentindo culpada por ter provocado tudo com o meu ato impensado de assoar o nariz forçosamente por duas vezes.

Quando procurei a quinta otorrinolaringologista, chorei novamente, intensamente, tendo de relatar tudo outra vez na consulta. Com ela percebi que teria de seguir outra linha de tratamento, com muita orientação, usando sons ambientais e participando de palestras explicativas.

Com as palestras adquiri os verdadeiros conhecimentos que podem ajudar pessoas em situações semelhantes à minha, e vi outras pessoas na mesma situação que eu, ou melhor, ou pior. Foi totalmente o inverso do que eu tinha descoberto a respeito do zumbido pela internet ou pelos outros médicos.

Como tenho muita fé, foi um momento também de muita reflexão sobre o motivo daquilo estar acontecendo comigo. Na hora da dor, do sofrimento, senti que eu precisava me aproximar mais de Deus e graças a isso venho enfrentando tudo, me fortalecendo cada vez mais e crescendo espiritualmente, rezando por mim, por todos os profissionais da saúde que estão me ajudando e também por todos que estão doentes, porque só sentindo na pele para saber realmente o que sente uma pessoa em situação crítica e delicada.

Felizmente fiquei mais animada e estou entendendo mais precisamente o que é o zumbido. O tratamento está me ajudando a me livrar desse pesadelo. Sinto a maior evolução no tratamento em si e no meu próprio comportamento, mais estável, seguro e confiante, me superando a cada dia, bem menos preocupada e procurando dar o máximo de mim pra mim mesma para conseguir a recuperação almejada.

Atualmente estou largando as medicações, pois não consigo me ver na dependência eterna de um remédio para dormir e me sinto bem melhor, mais bem humorada, cheia de esperança e com paciência. Sei que minha cura será uma determinação minha e agradeço o profissionalismo, a competência e a preocupação comigo, com este seu relevante interesse em nos ajudar a sair desta para nossa vida normal.

Já faz três dias consecutivos que eu me sinto feliz em relação ao zumbido, pois ele permaneceu bem amenizado esses dias. Uma pequenina melhora pra mim já é uma grande vitória e aumenta minha esperança de melhorar. Um dia, se Deus quiser e permitir, quero fazer minha retribuição, dando o meu testemunho para poder ajudar outras pessoas.

Melhora após leitura do livro “Quem Disse Que Zumbido Não Tem Cura?” (recebidos pela internet).

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 56 anos
  • Branca
  • Dona de casa

 

“Gostaria de dizer algumas palavras sobre o efeito que a leitura do livro ‘Quem disse que zumbido não tem cura?’ teve em mim. O meu zumbido não sarou ainda, é verdade, porém o meu relacionamento com o zumbido mudou totalmente. Vivia desesperado ante a possibilidade de não obter cura. Agora vivo em plena harmonia com o meu zumbido. Houve uma mudança psicológica em mim ao ler o seu livro.

O conteúdo do livro leva o leitor a outro mundo de uma realidade desconhecida, de tantos que padecem deste distúrbio realmente assustador.

O seu livro tem a magia de ser um verdadeiro anestésico espiritual, razão pela qual, recomendo a senhora, se assim posso me expressar, que na primeira consulta seja prescrita a leitura desse livro, porque ele é uma grande arma no arsenal de remédios que a senhora dispõe . Como a senhora é uma pessoa muito ética, e o livro é de sua autoria, talvez haja algum constrangimento em se fazer esta prescrição, mas a nível de tratamento seria uma medida preparatória em busca da cura almejada.

Eu não me curei ainda porque sei que o meu caso é um tanto complexo, mas apenas com a leitura tive sensível melhoria. É claro que a senhora, cientista gabaritada, sabe melhor do que ninguém o que deve e o que não deve ser feito, apenas expresso minha opinião sincera.

“Li e reli várias vezes o livro ‘Quem disse que zumbido não tem cura?’ e achei-o maravilhoso. É um livro bem escrito, bastante esclarecedor. Vou procurar um otorrinolaringologista, pois todos com quem fiz tratamento foram unânimes em afirmar: “zumbido não tem cura”. Gostei do poema “O grilo”, de Eliza Teixeira de Andrade. Também tenho um “grilo” no ouvido (que atrevido!). Gostei também dos depoimentos (me identifiquei com vários deles). Mudei meu ponto de vista sobre o zumbido. Já não sofro tanto como no início do seu surgimento. E Deus está sempre comigo.

Venci algumas “batalhas”, como por exemplo, ter concluído o Ensino Médio e alguns cursos profissionalizantes. Eu era o único da turma que levava como “companheiro” um “grilo” no ouvido (que atrevido!). Passei também em concurso público para o cargo de Auxiliar Administrativo. O salário não é lá grande coisa, mas dá para ir levando a vida (com o “grilo”, é lógico. Mas que atrevido!)”.

Minha história com o zumbido.

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 44 anos
  • Negra
  • Trabalha como Esteticista

 

No início de julho comecei a ouvir uns apitinhos no meu ouvido quando eu acordava. Eu não dei muita atenção e pensei que não fosse nada de grave.

O mês de junho foi bastante estressante, estava no fim do primeiro semestre do primeiro ano de mestrado com muitos seminários para apresentar e como sempre me cobrei muito, queria que tudo fosse perfeito.

Quase fiquei maluca. Embora seja uma das coisas que mais goste em minha vida e tenha esperado este mestrado com muito amor. Lembro-me de um seminário do dia 23/06 que não consegui dormir um segundo de tanta ansiedade. Sem dormir, peguei o ônibus às 4h30 da madrugada e fui para São Paulo.

Tomei café na PUC e esperei até as 9h30 para apresentar o seminário. É claro que no fim deu tudo certo e finalmente estava quase de férias e tinha vencido aquele delicioso e difícil 1° semestre do mestrado. Difícil por conta da “conciliação” que tive que fazer por conta do meu horário de trabalho.

Como dizia, no início de julho, assim que começou minhas férias da faculdade o apito apareceu. Ele aumentou um pouco e comecei a prestar mais atenção. O médico que trabalha comigo examinou meu ouvido e disse que era cera. Eu fiquei aliviada, era só fazer uma limpeza e pronto!

Como já havia feito isso, não me preocupei. Comprei um medicamento para amolecer a cera, planejando fazer a limpeza no dia seguinte. Nos três dias seguintes o “apito” não voltou, então esqueci a tal limpeza. Porém, alguns dias depois ele voltou um pouco mais forte, sempre às manhãs.

Fui à farmácia e fiz a limpeza. Um grande pedaço de cera saiu e para minha surpresa o “apito” não passou. Ao contrário, ele aumentou, porque comecei a senti-lo à tarde também enquanto trabalhava. Falei com meu amigo médico e ele me disse que era normal, afinal tinha acabado de fazer a limpeza, mas que iria passar. Então relaxei e ele passou mesmo. Segui minha rotina naquele dia tranquilamente.

No dia seguinte, de manhã senti alguns apitinhos esporádicos novamente, fiquei um pouco preocupada, porém tinha mais o que fazer: preparar o primeiro capítulo da minha dissertação. Comecei a escrever e o apito insistia em aparecer. Eu liguei o rádio e com uma música que não atrapalhasse o meu raciocínio, continuei a escrever.

Passei o sábado todo em casa, escrevendo entre chá verde e café, consegui escrever grande parte do capítulo. À tarde parecia que eu ia explodir, o apito também havia aumentado e lembro me que sai para caminhar com um ipod para disfarçar o “apito”. À noite tudo parecia normal, jantava, tomava minha taça de vinho, lia e dormia tranquilamente (adorava às noites, adorava minha rotina, adorava dormir).

Durante às manhãs o “apito” voltava a dar o ar das graças e às tardes também. Pouca coisa, quando eu começava a trabalhar ele ia embora.

Até que uma manhã (10/07) ele veio mais forte, preocupei, liguei para minha mãe que ligou para o posto de saúde da cidade e logo depois a secretaria de saúde me ligou dizendo que havia conseguido uma consulta com o único otorrino da cidade às 11hs.

Eu fui… Em 10 minutos de consulta ele me pediu alguns exames e receitou ginkobiloba dizendo que passaria em poucos ou muitos dias. Eu voltaria para um retorno assim que os exames ficassem prontos. No dia seguinte eu já estava melhor, achei que o ginkobiloba já estava fazendo efeito positivo. Passei bem o fim de semana e na segunda seguinte fui fazer os exames de sangue e marquei a audiometria.

Eu já me sentia melhor, mas mesmo assim fiz os exames solicitados pelo médico. O resultado do hemograma foi normal, colesterol, glicemia, tudo ótimo. Afinal, sou vegetariana, como pouco açúcar, não fumo, não tomo refrigerantes nem frituras, faço exercícios diariamente, não poderia ser diferente!

O meu problema começou no dia da audiometria, já um pouco nervosa, pois nunca havia feito, naquela salinha pequena e eu trancada la dentro… ai Meu Deus! O apito aumentava progressivamente. Na sala do exame, eu disse: “Ai, eu tenho pânico de lugar fechado” e ela me disse: “aqui é um ótimo lugar para se trabalhar o pânico”. Respirando forte entrei na sala e quando ela colocou o fone nos meus ouvidos eu só ouvia o “apito”. Muito forte! Demorou bastante o exame, e quando eu pensava que já havia terminado, recomeçava tudo de novo. Neste momento o apito estava cada vez mais constante.

Finalmente sai da salinha e fiz um outro exame, dessa vez foi melhor. Foi então que a fonoaudióloga olhou para mim e disse: “Você tem uma perda de audição leve no ouvido esquerdo e uma moderada no ouvido direito. Engraçado que você me disse que o “apito” é no ouvido esquerdo”. Eu lhe disse: “é, pode ser alguma reação alérgica porque tive uma crise de tosse alérgica muito forte e tomei muitos medicamentos”. Ela me disse: “Não, não é alérgica porque o problema é no ouvido interno.”

Confesso que ouvi-la foi pior que ficar trancada na salinha. E então ela voltou a me explicar qual era o problema do meu ouvido, que não tinha o que fazer, não tinha aparelhos ou medicamentos e que futuramente eu poderia não ouvir os sons. Quando eu sai daquela clínica o que era um “apito” com pausas tornou-se num zumbido constante.

O zumbido começou a me incomodar praticamente o dia inteiro. Às noites ele ia embora, eu não entendia por que. Retornei ao médico, ele olhou meus exames, disse que realmente tinha uma queda de audição, mas que isso não queria dizer que era a causa do zumbido.

Disse que poderia ser muitas coisas, inclusive uma inflamação no sangue e que ele queria investigar melhor (na próxima consulta) podendo ser reumatismo. Mas que iria me passar uns medicamentos para alergia e se não melhorasse eu voltaria em 30 dias.

Há, disse também que na próxima consulta ele pediria uma ressonância, porque existe um ossinho que cresce nos ouvido e era uma possibilidade. Eu perguntei se era grave, ele disse que não sabia, que grave no momento era o meu zumbido. Receitou muitos medicamentos antialérgicos e encerrou a consulta. Fiquei tão agoniada. Como assim? 30 dias? Ossinho que cresce quer dizer tumor? Cancêr? E eu vou ficar com este zumbido 30 dias?

A partir da saída do consultório, acho que desci direto ao que chamam de inferno. Ansiedade, depressão, medo, insônia, tudo junto. Eu só queria chorar, pensei até em morrer. Sentia-me anormal, olhava as pessoas e queria ser qualquer uma delas só para não ter o zumbido.

Ele começou a fazer parte da minha vida 24horas por dia. Quando cochilava acordava de madrugada com aquele barulho horrível que não passava de jeito nenhum. Não tinha mais vontade de sair de casa, de fazer nada. Resolvi por conta própria fazer uma ressonância, procurei um neurologista e fiz o exame.

Tinha muito medo de ter alguma coisa no cérebro (já que havia sido uma das hipóteses do otorrino). O resultado da ressonância foi ótimo, tudo normal na minha cabeça, nenhum tumor… o neurologista disse que tudo estava bem e que era melhor eu me acostumar com o zumbido porque ele costuma ser crônico mesmo. Não há o que fazer!!!

Pensei que fosse enlouquecer, procurei desesperadamente outro otorrino indicado por uma amiga. Eu chorava tanto que não consegui nem falar. Meu marido que me acompanhava ajudou a relatar o meu suplicio.

Ele refez a audiometria e me perguntou se o zumbido havia aumentado depois da primeira. É claro que sim, muito! Então ele disse que era emocional e me receitou uma faixa preta e que não poderia mais tomar vinho, café e comer chocolate (3 coisas que eu amava).

Por incrível que pareça nem com o faixa preta eu fiquei tranqüila e não dormia. Arrastava-me ao trabalho, na faculdade, mas minha vontade era sumir do mundo porque não tinha lugar para me esconder do zumbido. Depois de alguns dias, eu melhorei. Num domingo comecei a arrumar minhas coisas para ir à faculdade no dia seguinte e misteriosamente o zumbido foi desaparecendo.

No outro dia, acordei ótima, sem nenhum barulho, sem nada. Eu nem acreditava, sentia-me curada, fui para faculdade participei das aulas como nunca. Extremamente feliz pelo simples fato do zumbido não estar presente. Passei alguns dias assim.

Na semana seguinte fui novamente para São Paulo para passar alguns dias pois tinha consulta com meu oftalmologista. Dormi na casa de uma amiga e não dormi bem (não tomava o remédio a alguns dias) e no outro dia comecei a sentir os apitos novamente. Apavorei com a presença dele e quando me dei conta estava novamente com o zumbido. A recaída foi muito ruim, pois achei que já estava curada. De repente perdi as esperanças de cura e novamente fiquei deprimida.

Dias depois um médico clinico geral (e amigo), preocupado com meu estado, receitou outros medicamentos. Eu sentia meu corpo rígido de tanta tensão e ansiedade, minhas mãos tremiam e até minha concentração havia diminuído. O médico receitou 3 medicamentos e me pediu que eu tomasse pelo menos 30 dias e tivesse paciência , garantiu-me que eu não tinha nada de grave. E que isso passaria assim que eu me acalmasse. Comecei a medicação e nada de melhora…

Depois de três dias, comecei a ter uns minutos por dia sem zumbido. Mas eu tinha tanto medo que ele voltasse, que mesmo quando estava sem ele (fiquei dois dias inteiros sem zumbido) eu o sentia porque tinha PAVOR do zumbido. Depois de um fim de semana muito difícil, sem dormir direito finalmente conversei com uma otorrina que me indicou uma especialista que havia sido sua professora. Eu imediatamente liguei e marquei uma consulta no dia 06 de setembro com as melhores e piores expectativas.

Lembro-me que chorei muito durante a consulta. Durante a consulta ela me perguntou se eu tinha fé? Claro que naquele momento eu nem sabia mais o que era fé, Deus…

A única coisa que eu queria era que o zumbido fosse embora. Depois de 1h30 de consulta pude começar a entender o que estava acontecendo comigo. (Eu já havia lido o livro, mas estava num estado tão tenso que só me identifiquei com os casos mais graves de zumbido). A partir da consulta realmente caiu a ficha que não existe nenhum medicamento milagroso que faria passar o zumbido e que a melhora dependeria apenas de mim.

Um dos meus medos era não conseguir. A Dra me pediu para escrever os meus medos numa folha, eu chorando muito comecei a escrever: “medo de nunca mais passar zumbido, de não conseguir trabalhar, não conseguir terminar meu mestrado, ter outras doenças, não poder mais tomar vinho, comer chocolate e tomar café (coisas que eu gostava muito), etc, etc, etc.”

No mesmo instante ela me pediu para riscar o primeiro medo (do zumbido nunca mais passar), e que eu poderia sim tomar até três xícaras de café, um pedaço pequeno de chocolate e duas taças de vinho. O restante dos medos teria que trabalhar em terapia. Sai da consulta sabendo que estava em boas mãos. Isso me confortava, agarrava me a isso e embora o zumbido continuasse muito forte eu comecei a tirar de dentro de mim forças para lutar.

Quando sai da consulta, no caminho de casa, pela primeira vez em dois meses consegui bocejar. E naquela noite dormi um pouquinho melhor. No dia seguinte quando abri os olhos a primeira coisa que veio foi o zumbido novamente. Não tinha mais jeito, já estava tomando medicamento, já havia consultado com a melhor especialista do Brasil e ele continuava la. Senti vontade de chorar novamente, vontade de continuar na cama trancada no quarto.

Comecei então a ver a TV Zumbido pela internet, ouvi atentamente todas as aulas sobre zumbido. E finalmente entendi o que havia acontecido comigo. Identifiquei-me com o 3° caso contado pela Dra, e me dei conta que daqui para frente a melhora realmente dependia da mudança de percepção do zumbido, outra coisa que me ajudou foi não pensar no zumbido como um tigre, comecei (com um esforço inimaginável) a vê-lo como um gatinho, bonzinho. Sai do quarto e fui trabalhar. Como num passe de mágica durante todo o dia o zumbido sumiu. Completamente!

Mas voltou no dia seguinte. Iniciei terapia e procurei ter fé. Muito difícil naquele momento. Lembro-me que acordava no meio da noite, com um zumbido intenso e lutava contra mim mesma para voltar a dormir e tirar a atenção do zumbido. É claro que no começo eu não conseguia, mas não desanimei e lutei todos os minutos para melhorar. Agarrei-me ao livro da Doutora como se fosse uma bíblia, decorei quase todos os depoimentos, de gente que como eu também havia sofrido com o zumbido. E pensava, se eles conseguiram também vou conseguir.

Decorava frases como: “E gradativamente retomei minha vida e o zumbido desapareceu”, toda vez que me desesperava eu lembrava-me dos depoimentos e isso me acalmava. Retomei minha fé, descobri uma filosofia que me identificava e agarrei a pensamentos positivos, meditação e yoga. Isso junto com terapia, apoio da família e o mais importante, apoio de mim mesma.

Pouco a pouco fui melhorando. Eu havia saído dos casos graves, incapacitantes (5%) e já me sentia dentre os 17% (zumbido que incomoda). Meu objetivo era ir para o grupo que tem zumbido e que não esta nem ai para ele (80%) e depois finalmente para a cura.

O zumbido ainda presente em minha já não me aterrorizava mais, apenas me incomodava. Mas havia horas que ele nem estava presente. Passei dias, quase uma semana sem nada. Maravilhoso!!! Como era bom estar em silêncio. Minha avo teve que ser hospitalizada e o meu zumbido volta.

Forte de novo. Mas embora me incomodasse muito, já não trazia mais terremotos juntos. E eu pensava, ele já passou, vai passar de novo. E assim tem sido minha história com esse zumbido. Se eu fico ansiosa ele vem, se eu fico triste ele vem. Mas ele passa. Ainda continuo os medicamentos, tem dias que durmo muito bem, tem dias que acordo de madrugada sem ter mais sono e isso me incomoda. Quando durmo a noite toda normalmente no dia seguinte fico ótima. Às vezes passo até 4 dias normal, sem nada. Depois ele volta.

Mas de leve. Comecei a fazer um diário do zumbido, escrevo todos os dias como me sinto e como ele esta, se forte, se fraco. Isso tem me ajudado a me conhecer melhor e saber quais as situações que ele fica mais forte. Não dou mais nota 10 na intensidade do zumbido (isso era só quando ele me aterrorizava, não me permito mais sentir daquele jeito). Eu me propus a dar no máximo 3.

Nos dias que ele esta muito forte é 3. Mas normalmente fica no 0,5 ou 1. Mas na maior parte do tempo é zero. À noite, quando chego em casa e relaxo ele desaparece totalmente. Embora quando vou dormir eu tenho um barulho no outro ouvido que por incrível que pareça não me incomoda.

E assim tenho passado meus dias. De muita luta e de muitas descobertas. Descoberta de minha força, que há uma medicação maravilhosa na Meditação. Quando sinto meu coração disparar e começar a ficar ansiosa eu paro, sento, penso em Deus e fico alguns minutos apenas pensando em coisas boas. Passa!!! E eu melhoro. E assim tenho controlado o meu zumbido, e com esperanças que ele ainda va embora de vez por todas.

Durante todo esse tempo aprendi muitas coisas. Hoje consigo ficar de olhos fechados meditando por 5 minutos, é muito para alguém que não conseguia nem fechar os olhos durante o dia. Também encontrei a minha espiritualidade, sem acreditar em religiões, aprendi a acreditar num Deus maior que existe dentro de mim. Faço yoga, pilates, trabalho e continuo muito bem o meu mestrado.

Com planos para o doutorado. Minha chácara esta quase pronta e sei que la poderei ficar em paz com meu esposo e meus cachorros. (Por enquanto moro improvisada no escritório do meu marido, o que colabora com o estresse). O zumbido continua, de vez em quando forte, na maioria das vezes fraco, e às vezes ele desaparece completamente. Quando ele insiste em ficar eu insisto em continuar feliz mesmo com ele.

Às vezes eu consigo, às vezes não. Em janeiro tenho o retorno com a Dra, decidi fazer a audiometria no próprio instituto, pois tenho medo que tenha aumentado a perda. Acho que depois que este momento pré-exames passar eu ficarei melhor. De toda forma, tento tomar cuidado com minhas próprias expectativas, pois elas muitas vezes são nocivas. Hoje por exemplo o zumbido esta aqui me irritando um pouco enquanto escrevo, talvez quando terminar esse depoimento e teclar o enviar ele também vá embora.

Obrigada Dra Tanit! Não esqueço suas palavras, fui à palestra que você deu em São Paulo e nos meus piores momentos com o zumbido e com minha própria esperança de cura, penso que quem me falou que eu tenho chances é ninguém menos que Tanit Sanchez.

“Prezada Dra Tanit: Em primeiro lugar, desejo saúde para a senhora e toda família (…). Aproveito a oportunidade para lhe dizer que li e reli seu livro, onde pude aprender muitas coisas bastante úteis para o meu problema. Porém, o que mais me chamou a atenção em cada página, foi o calor humano de uma médica em sua mais nobre função de aliviar o sofrimento alheio. Que aqueles a quem venera saibam recompensá-la na altura de seus merecimentos. Atenciosamente. DGL”

Melhora do zumbido após consultas com equipe multidisciplinar .

- "Paciente Prefere Não Ter Sua Imagem Divulgada"

  • Mulher
  • 58 anos
  • Branca
  • Trabalha no comércio

 

Meu nome é Wânia Mara Barcellos Vargas, tenho 58 anos e estou contando minha história para incentivar as pessoas que sofrem com ZUMBIDO a persistirem na procura de ajuda por uma qualidade de vida melhor, pois isto é possível.

O tempo que sofri com problemas relacionados com o ouvido é bem longo. Comecei com crises de tonturas, enjoos, náuseas, vômitos, um mal estar geral!

Foram anos correndo para otorrinos cada vez que aconteciam as crises de labirintite. Tomei remédios, fiz exames, fisioterapia, enfim, tudo que era possível para acabar com aquele mal, que tinha como diagnóstico “Síndrome Vestibular Irritativa”.

Eu pensei que nada poderia ser pior do que aquela instabilidade que eu estava vivendo, mas como dizem “nada pode ser tão ruim que não possa piorar”, foi isto que eu senti.

Num domingo de 2007, em casa assistindo a um filme com meu marido, o meu ouvido direito tapou, de repente. A sensação era a mesma de quando se sobe uma serra ou avião. Tampei o nariz e fiz força para desobstruir o ouvido, mas… nada. Pensei “amanhã vou a um otorrino, ele faz uma limpeza no ouvido, deve ter entrado água”. O desconforto ficou, mas na minha cabeça, o problema seria resolvido no dia seguinte. Era só esperar.

Mas o problema não teve solução e se agravou com o surgimento do ZUMBIDO. Aí, realmente, minha saga começou!

Eu passei a ter o ouvido tapado e um chiado insuportável no ouvido direito, que muitas vezes se espalhava pela cabeça toda.

Fiz inúmeros exames, fui a vários médicos onde moro (MG), procurei ajuda em outros estados, tive o diagnóstico duas vezes de “Síndrome de Ménière”. Eu me enchi de remédios, mas a melhora… nada.

Não podia mais comer doce, esta foi uma fase muito difícil, parar de comer doce. Eu adorava doce, não podia viver sem doces, mas eu obedeci. Sonhava com bolos e pudins, mas venci! Parei de comer doces e não morri!

Continuava muito valente, não me entregava, estudava à noite, trabalhava à tarde e fazia os serviços de casa. Eu estava muito ruim, a esperança e a força de lutar muitas vezes me deixavam, mas eu levantava a cabeça e não me entregava.

Em 2013, meus pais tiveram problemas sérios de saúde. Problemas emocionais, cansaço e stress têm uma ligação direta com o zumbido. Parece que o zumbido se alimenta de nossas fraquezas e se fortalece. Ele estava com força total!

Nesta época, descobri uma clínica para zumbidos no Paraná. E lá fomos nós, eu e o meu marido (incansável amigo e incentivador) e as coisas começaram a se clarear.

De cara foi descartado o diagnóstico de “Síndrome de Ménière” e parei de tomar o remédio para isto. As causas do zumbido eram perda auditiva, metabolismo, ATM e problemas na coluna cervical.

No início de 2014, o diagnóstico estava feito. Eu ia para o Paraná, pegava as indicações da minha médica, voltava para minha cidade, procurava pelas redondezas os profissionais que poderiam atender àquelas orientações e começava o tratamento. Foi muito dinheiro gasto, muito tempo desperdiçado e muito cansaço, para resultados frustrados. Nada dava certo!

Até a adaptação do meu aparelho auditivo, que hoje eu não vivo sem ele, foi difícil.

Entrei numa bola de neve: quanto mais o zumbido piorava, mais eu trabalhava, quanto mais eu trabalhava (cansaço, stress), mais eu tinha zumbido. E eu não parava para não enlouquecer, pois o zumbido estava insuportável.

Então, em maio deste ano, tive uma crise aguda de ansiedade, pânico, fobia social, insônia, inapetência, enfim, eu tive uma piora muito grande (com nova perda auditiva).

Tive que parar o trabalho e me dedicar a vários tratamentos. Iniciei um tratamento psiquiátrico, psicológico e fisioterapia com pessoas e profissionais maravilhosos. Continuei com a adaptação do aparelho auditivo com a fonoaudióloga, que eu tenho o maior respeito e admiração, e procurei uma nova médica, que fosse mais perto e mais acessível. Encontrei em São Paulo uma profissional maravilhosa! Como num passe de mágica, com um remedinho “bobo”, ela fez renascer em mim a vontade de voltar a lutar e continuar acreditando.

Hoje sou a Wânia novamente. Digo que aquela outra não era eu, todo aquele mal não me pertencia.

Recuperei minha auto estima, a vontade e disposição para viver a vida novamente.

O zumbido não desapareceu, mas na maioria do tempo me esqueço dele. Ele não me domina mais, ele está dominado por mim.

Por isso, digo a todos que têm zumbido, não desistam nunca de acreditar que sua vida possa melhorar. Seja também um dominador do zumbido.

Depoimento da Adriana Sobre o Programa de Restauração Auditiva

 

 

Depoimento da Andressa Sobre o Programa de Restauração Auditiva

 

 

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