Causas, Sintomas e Tratamentos Mais Usados Para Zumbido

Causas, Sintomas e Tratamentos Mais Usados Para Zumbido

O zumbido no ouvido tem tratamento. Saiba disso. Se você já procurou um otorrino antes e ele lhe disse que zumbido não tem cura e que você deve aprender a conviver com ele, saiba que o seu médico não te contou toda a verdade.

Esses são 2 pessoas reais que experimentaram a Terapia do Som para curar o zumbido.

Seu médico não mentiu pra você, realmente não podemos falar que o zumbido tem cura porque não existe conhecido que tenha 100% de eficácia em todos os casos. Por isso, ele te disse que não tem cura.

Porém você não precisa ser refém do zumbido para o resto da vida, existem um tratamento que em controla o nível do zumbido, te relaxa, torna o zumbido menos perceptível e que não é nenhum remédio caro.

Mas antes disso, eu tenho que te dizer. O que realmente cura o zumbido é a informação. Já dizia na escrituras: “A Verdade vós libertará” e realmente liberta. Conhecer mais sobre o problema e algumas dicas do que fazer para não piorar as crises de zumbido fará você enfrentar esse mal com muito mais dignidade.

Vamos conhecer então um pouco mais sobre o zumbido.

O zumbido é caracterizado pela presença constante de ruídos ou sons no ouvido. Esta condição provém de problemas nas células ciliadas, localizadas no interior do sistema auditivo, no nível da cóclea.

No caso de zumbido, estima-se que algumas células apresentam lesões e continuam a enviar um sinal de som para o cérebro, como se tivessem sido programadas de forma incorreta enviando sons constantemente, ou melhor, uma percepção de sons.

De um ponto de vista médico, o zumbido não é uma doença e sim um sintoma característico de uma doença do sistema auditivo. No zumbido não são sons externos, são sons internos ao sistema auditivo. As pessoas que sofrem crises de zumbido ocasionalmente podem ficar incomodadas e distraídas pelos sintomas. Mas a situação é mais difícil para as pessoas com zumbido crônico; elas podem apresentar problemas de sono e de concentração que afetam a qualidade de vida.

Epidemiologia

O zumbido é um sintoma frequente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 278 milhões de pessoas sejam afetadas em todo o mundo.

Segundo um estudo publicado na revista especializada JAMA Otolaryngology-Head & Neck Surgery em julho de 2016, realizado principalmente pelo Prof. Harrison Lin do centro médico da Universidade da Califórnia em Irvine, cerca de 1 em cada 10 adultos americanos sofre de zumbido.

 

Causas

O zumbido é um sintoma e não uma doença. Dessa forma, diversas patologias podem estar por trás dos barulhos escutados no ouvido. Muitas vezes a causa exata não é descoberta. O zumbido acontece com uma lesão no ouvido interno. As células ciliadas, responsáveis por transmitir os sinais sonoros para o interior do cérebro, ficam lesadas por algum motivo e continuam a transmitir impulsos nervosos de maneira errada e independente. Esses impulsos constantes são interpretados pelo cérebro com um som: o zumbido. As causas desses danos às células ciliadas são variadas e abaixo encontra-se as mais comuns:

Perda auditiva relacionada à idade. Na maioria dos casos de zumbido, são observadas perdas auditivas.

Exposição a sons muito altos: barulhos muito altos ou exposição constante a sons (como em fones de ouvidos em rádios, MP3, etc), são uma das causas que mais causam danos ao ouvido. Exposições de curta duração normalmente são curáveis. Entretanto, exposições crônicas podem lesionar o ouvido permanentemente.

Bloqueio do canal auditivo: o bloqueio pode ser causado por diversos fatores, como excesso de sujeira, entrada de poluentes do meio ambiente e até insetos.

Lesões na cabeça e pescoço, bem como tumores nessas partes.

– Uso de medicamentos que lesionem o ouvido, como os antibióticos aminoglicosídicos, cloranfenicol, eritromicina, diuréticos (furosemina, bumetamida), medicamentos para malária (quinina e cloroquina) e aspirina (em doses muito altas, como 12 ou mais comprimidos por dia).

– Presença de tumores benignos no ouvido, como o neuroma acústico. Zumbido causas– Estresse e depressão, que tendem a piorar o quadro.

Pressão alta vascular: a alta pressão com que o sangue percorre os vasos pode lesionar as sensíveis células ciliares e causar zumbido.

Aterosclerose: o crescimento de placas de ateroma faz com que o fluxo sanguíneo torne-se mais turbulento, o que pode lesionar as células auditivas.

– Alterações nos ossos do ouvido, normalmente conhecida como otosclerose.

– Uma deficiência de vitamina B12

Além dessas causas há diversas outras que podem resultar em lesão no ouvido, como má formação de capilares e desordens na junção temporomandibular.

Grupos de risco

Embora o zumbido atinja grande parte da população mundial, existem alguns fatores de risco que podem fazem com que algumas pessoas tenham pré-disposição. No geral, os adultos são mais atingidos que as pessoas mais jovens. Entretanto, com o aumento da popularidade dos aparelhos eletrônicos e fones de ouvido, adolescentes e jovens que se expõem a barulhos muito fortes, estão cada vez mais apresentando zumbidos.

Populações que se expõem constantemente a fortes ruídos também são propensas a terem zumbidos. Isso inclui trabalhadores de construção civil e fábricas, trabalhadores que atuam no trânsito (motoristas de ônibus, taxistas, etc), DJ e músicos de casas noturnas, etc.

Homens também tem incidência maior de desenvolvimento de zumbido, sobretudo os caucasianos. A incidência também é alta em populações idosas (acima dos 65 anos), sobretudo devido à perda normal de audição pela idade.

Outro grupo de risco é das pessoas que sofrem de estresse pós-traumático. Nesse caso, o zumbido é particularmente agravado com ruídos fortes.

Sintomas

O principal sintoma do zumbido é a audição de um som constante e irritante no ouvido. Esse som pode se assemelhar a um zumbindo de uma abelha, ou um rugido, chiado, etc. O barulho pode ser por vezes tão forte que interfere com a capacidade de concentração da pessoa.

Os médicos diferenciam o zumbido de duas formas, de acordo com os sintomas:

– Tinido subjetivo: a maior parte dos casos se dá dessa forma, na qual apenas o paciente escuta o barulho. Isso pode ser causado por problemas lesões às células ciliadas do ouvido e problemas nos nervos.

– Tinido objetivo: nesse caso, tanto o paciente quanto o médico conseguem escutar o ruído após um exame específico. É uma condição rara, normalmente causada por problemas vasculares, como pressão alta, anomalias nos ossos do ouvido ou contrações musculares indevidas.

Diagnóstico

Normalmente o exame inicial é entrevista com o paciente. Nele o médico pergunta há quanto tempo a pessoa está tendo zumbidos e com qual frequência, intensidade, etc. Para confirmar o diagnóstico, o médico pode lançar mão de alguns exames complementares:

– Exame audiológico: nesse exame, o paciente entra em uma sala especial à prova de som e insere fones de ouvido. Um especialista põe sons específicos e o paciente diz o que ouviu.

– Exame de equilíbrio: o médico pode fazer exames semelhantes aos da labirintite, como mover os olhos, membros e ficar em pé e andar em linha reta. Com isso, ele consegue averiguar o quanto a doença atingiu o ouvido.

– Testes de imagem: auxiliam no diagnóstico para saber qual o grau da lesão das células ciliadas e quais outras possíveis causas do zumbido.

O tipo de som escutado pelo paciente é muito importante e pode dizer muito sobre a causa do zumbido. Sons semelhantes à pulsação do coração significam que a causa é possivelmente vascular. Sons agudos denotam lesão causada por sons muito fortes.

Complicações

O zumbido pode causar algumas complicações na vida diária do paciente. O som constante é, muitas vezes, cansativo e incomodo e pode causar fadiga e cansaço no paciente. Além disso, o zumbido não tratado leva a problemas de dormir, ansiedade, irritabilidade, depressão e estresse.

Problemas de concentração, falhas na audição e no equilíbrio também são complicações comumente observadas nos pacientes com zumbido.

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Tratamentos

Como o zumbido é um sintoma, tratar a causa é o melhor tratamento. Assim, cada tipo de zumbido é muitas vezes tratado de forma diferente de acordo com sua causa.

– Em caso de cera do ouvido (como a causa principal), é importante remover a cera.

O médico pode utilizar técnicas mecânicas para remover a cera ou em alguns casos produtos químicos, tais como peróxido de hidrogênio, parafina, óleo mineral ou glicerina. Atenção, é preferível realizar este tratamento com um médico e não automedicação, que muitas vezes pode piorar o caso.

– Em caso de hipertensão. É necessário controlar a pressão, com medicamentos hipotensores.

– Se zumbido é causado pela ingestão de algum medicamento (ver em Causas). O médico pode ter de interromper o tratamento e substituí-lo por outros medicamentos.

Em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos para tratar o zumbido, como:

– Os antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina ou nortriptilina, especialmente em casos graves de zumbido. Atenção aos efeitos colaterais desta classe de medicamentos, uma das razões que muitos médicos são a favor desta classe de antidepressivo ser prescrita apenas para pacientes com zumbido e depressão. Em casos de apresentar apenas o zumbido sem a depressão, esta terapia é muito arriscada (efeitos colaterais), opinião de alguns especialistas.

Alprazolam: um medicamento que requer prescrição médica para tratar o zumbido, na verdade é um ansiolítico. Atenção para o risco de dependência. Outros medicamentos ansiolíticos muitas vezes prescritos são o clonazepam e o oxazepam.

Gabapentina: um medicamento utilizado a princípio para tratar convulsões. Um estudo de 2006 demonstrou sua utilidade em casos de zumbido causado pela exposição excessivo à ruído (causando lesões no ouvido interno).

 

Terapias acústicas

Em alguns casos, o médico pode indicar a terapia acústica. Existem programas de computador que tocam sons com um objetivo terapêutico. Cada vez mais, estudos científicos mostram sua eficácia para tratar o zumbido. Um método alternativo interessante, especialmente quando a causa é desconhecida.

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Aparelhos auditivos

Os aparelhos auditivos muitas vezes podem ajudar a diminuir o zumbido. Este é um meio complementar e que muitas vezes não cura o zumbido.

 

Mascarador de som

Existem áudios para mascarar o zumbido, como o som das ondas do mar ou gotas de água que caem. Muitas vezes há um som mais agradável do que o do próprio zumbido. Os áudios tocam numa certa frequência que idealmente deve ser a mesma frequência do zumbido, mascarando ele.

 

Tratamentos Cirúrgicos

– Um tratamento experimental envolve uma operação cirúrgica no nervo vago, que transmite os sons e ruídos em particular, para “reprogramar” o cérebro. Isto é para ser um estimulador neuronal no cérebro.

– Outro tratamento é baseado em uma estimulação magnética transcrâniana de baixa frequência (EMT). O tratamento age como se o nervo vago estivesse tentando “reprogramar” o cérebro na transmissão e percepção de sons. Este método parece funcionar em um pequeno número de pacientes e não a maioria.

– A indústria farmacêutica deve trazer ao mercado novos medicamentos contra o zumbido nos próximos anos.

 

Fitoterapia

Ainda não se tem muitos tratamentos baseados em plantas medicinais contra os zumbidos do ouvido. Entretanto, existem relatos de que o ginkgo biloba atua melhorando os barulhos percebidos. Normalmente o ginkgo é em forma de comprimidos ou cápsulas.

No entanto, de acordo com nossas informações, poucos estudos têm mostrado verdadeira eficácia da ginkgo para tratar o zumbido.

Outra planta em estudo é a Centella asiática, normalmente administrada como chá ou infusão. Essa planta pode melhorar os sintomas dos zumbidos no ouvido.

Dicas

Se a pessoa sofre de zumbido no ouvido, algumas medidas podem ser adotadas de maneira a reduzir a possibilidade de irritação e desconforto:

– Evite sons, situações e tudo que possa causar irritação. Exemplos comuns são barulhos muito fortes e nicotina. Eles podem agravar os zumbidos.

– Tente habituar o seu ambiente a sons baixos e agradáveis.

– Controle o estresse. Ele agrava muito os casos de zumbido. Para isso, adote técnicas como relaxamento, como exercícios, massagem e musicoterapia.

– Reduza a quantidade de ingestão de álcool. O álcool aumenta a pressão sanguínea e agrava o zumbido.

– Técnicas alternativas de tratamento, como acupuntura, massagem e hipnose têm sido descritas como auxiliando no tratamento contra o zumbido.

– Suplementos com zinco também podem resultar em significantes melhoras. Outra possibilidade é o tratamento com lipoflavonóides, um complexo vitamínico.

– De acordo com um estudo, tomar vitamina B12 pode ajudar a tratar o zumbido em alguns pacientes com deficiência desta vitamina, como carne (principalmente órgãos, fígado, coração, rim), ovos, peixe e leite.

 

Prevenção

O zumbido, quando causado por fatores externos, pode ser facilmente prevenido:

– Use proteção nos ouvidos se você trabalha em locais com muito barulho, como no meio da rua ou em casas noturnas. Esteja particularmente atento se você trabalha com música, serrotes, serras elétricas, britadeiras ou outros aparelhos barulhentos.

Escute música em volumes baixos. Fique atento ao volume de aparelhos com fones de ouvido para que eles não prejudiquem sua audição.

– Fique atento à sua pressão sanguínea e sua saúde cardíaca. Aumentos na pressão do sangue causam zumbidos.

– Controle seu peso e pratique exercícios. Essas práticas ajudam no controle da pressão sanguínea. Não exagere no álcool, açúcar e cafeína. Esses produtos podem piorar o zumbido.

– Evite que cera demais se acumule no seu ouvido. Faça limpezas periódicas e mantenha sempre uma boa saúde auditiva.

– Evite fumar. O tabagismo aumenta a pressão sanguínea e é um fator de predisposição para o zumbido.

 

E então? Como você se sente agora? Está pensando em qual opção é mais viável pra você? Se tiver alguma dúvida e quiser a minha ajuda, deixa nos comentários aqui embaixo  que terei o maior prazer de te responder.

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